Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge
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08-03-2016 

 Artigo: Rubéola congénita em Portugal entre 2009 e 2015 

 
 

O Instituto Ricardo Jorge, através do seu Laboratório Nacional de Referência de Doenças Evitáveis pela Vacinação, do Departamento de Doenças Infeciosas, estudou 71 casos suspeitos de rubéola congénita, entre 2009 e 2015. Foram analisados todos os casos enviados pelos hospitais que participaram na vigilância laboratorial da rubéola congénita, no âmbito do Programa de Eliminação do Sarampo, da Rubéola e da Rubéola Congénita na Região Europeia da Organização Mundial da Saúde.

Durante o período em análise, foram confirmados laboratorialmente três casos de rubéola congénita, sendo que dois casos resultaram de infeções sintomáticas em mulheres não vacinadas. Dos três casos identificados, dois foram importados do continente africano e um foi autóctone, o primeiro após um interregno de 13 anos.

Segundo os autores deste trabalho, este caso autóctone "mostra, só por si, que a prevenção e a vigilância ativa da rubéola não pode ser minimizada, sendo fundamental assegurar que todas as mulheres que pretendam engravidar saibam o seu estado imunitário em relação ao vírus da rubéola e sejam vacinadas sempre que necessário, tendo em conta que a vacinação é, até à data, o único método disponível para evitar a rubéola congénita".

A rubéola é causada por um vírus da família Togaviridae, género Rubivirus. É uma doença benigna caracterizada por uma erupção macular acompanhada por febre baixa, dores articulares, faringite e adenopatias cervicais. A infeção pode ser em alguns casos assintomática contudo torna-se grave quando ocorre durante a gravidez.

Um recém-nascido com síndrome de rubéola congénita poderá apresentar malformações do tipo major (cataratas, glaucoma congénito, doença cardíaca, surdez, microcefalia, retinopatia), do tipo minor (purpura, trombocitopenia, esplenomegalia icterícia nas primeiras 24 horas de vida) ou apresentar um quadro assintomático ao nascer, em que depois podem surgir manifestações clínicas como surdez parcial ou atraso psicomotor mais tardiamente.

Para consultar na íntegra o artigo de Paula Palminha, Elsa Vinagre, Carlos Ribeiro, Teresa Lourenço e Carla Roque, clique aqui.