O Instituto Ricardo Jorge esteve envolvido, entre março e dezembro de 2015, numa missão de cooperação internacional com a Guiné-Bissau para o combate ao vírus Ébola. Posteriormente, tem vindo a participar num novo projeto de cooperação de apoio ao Instituto Nacional de Saúde Pública (INASA) da Guiné-Bissau no reforço da sua capacidade de diagnóstico e de vigilância do vírus Ébola, bem como de outras doenças transmissíveis.
Alguns dos momentos desta cooperação têm sido registados em fotografias captadas, na sua maioria, por colaboradores do Instituto Ricardo Jorge e dão agora origem a uma exposição intitulada "Instituto Ricardo Jorge na Guiné-Bissau: Retratos de uma cooperação". A mostra é constituída por 37 fotografias que estarão patentes ao público, nas instalações do Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, entre 19 de dezembro e 24 de fevereiro de 2017.
"A ideia desta exposição é dar a conhecer um pouco do trabalho que foi feito no âmbito da cooperação na Guiné-Bissau e mostrar a visão que os colaboradores do Instituto Ricardo Jorge tiveram da Guiné e dos guineenses, recorrendo, essencialmente, a fotografias de profissionais do Instituto", explica Nuno Verdasca, da comissão organizadora da exposição. "Irão estar expostas várias etapas das missões de cooperação, no entanto não é uma reportagem oficial da cooperação", sublinha.
"Algumas das fotografias foram captadas com um simples telemóvel mas o seu valor documental é importante para explicar o papel do Instituto Ricardo Jorge na Guiné-Bissau", conclui Nuno Verdasca. A exposição "Instituto Ricardo Jorge na Guiné-Bissau: Retratos de uma cooperação", que será inaugurada dia 19 de dezembro (11:00), pode ser visitada nos dias úteis das 10:00 às 18:00.
A missão de cooperação na área da Saúde entre o Governo de Portugal e da Guiné-Bissau envolveu uma equipa multidisciplinar portuguesa que, além de técnicos do Instituto Ricardo Jorge, contou também com a participação de profissionais do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Direção-Geral da Saúde (DGS). O Instituto Ricardo Jorge foi responsável por assegurar o funcionamento em permanência de um laboratório móvel em Bissau que permitiu garantir a deteção atempada do vírus ébola em amostras de doentes suspeitos de terem contraído a doença.
Desde março de 2016, o Instituto Ricardo Jorge tem estado também a apoiar o INASA no reforço da sua capacidade de diagnóstico laboratorial e de vigilância epidemiológica de doenças infeciosas, num projeto desenvolvido em colaboração e financiado pelo Centro para o Controlo e prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América (CDC – Centre for Diseases Control and Prevention), no âmbito da Agenda de Segurança Mundial da Saúde e com o apoio da Associação Internacional de Institutos Nacionais de Saúde Pública (IANPHI - International Association of National Public Health Institutes).