Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge
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13-01-2017 

 Instituto Ricardo Jorge promove 3ª Conferência Internacional de Obesidade Infantil (CIOI 2017) 

 
 

A Fundação Champalimaud, em Lisboa, será o palco, entre os dias 5 e 8 de julho, da 3ª Conferência Internacional de Obesidade Infantil, promovida pelo Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Ricardo Jorge, na sua qualidade de Centro Colaborativo da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Nutrição e Obesidade Infantil, com o apoio do Ministério da Saúde. A iniciativa reunirá participantes de mais de vinte países e diversas instituições que estudam esta problemática.
 
Um dos objetivos da Conferência é agregar e discutir a informação disponível ao nível nacional e internacional sobre a obesidade infantil, responsabilizando todos os intervenientes neste processo. Prevê-se a participação ao mais alto nível da OMS/Europa, União Europeia, Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (IASO), Rede Europeia de Obesidade Infantil (ECOG), Direção-Geral da Saúde (DGS), bem como representantes dos Ministérios da Saúde e da Educação e Ciência.

As submissões de resumos para comunicação oral ou poster num dos cinco temas que fazem parte do programa devem ser efetuadas até 28 de fevereiro. Os interessados em participar na conferência deverão efetuar a sua inscrição diretamente no site do evento.

A obesidade infantil é um dos mais sérios desafios de saúde pública do século XXI, tendo atingindo proporções epidémicas em alguns países. Atualmente, é a doença pediátrica mais prevalente a nível mundial, estimando-se que cerca de 200 milhões de crianças em idade escolar apresentem excesso de peso, das quais 40 a 50 milhões são obesas.
 
Na Europa, a prevalência desta doença tem-se mantido constante e é particularmente preocupante entre crianças de estratos socioeconómicos mais desfavoráveis. Existem 40-50 milhões de crianças com excesso de peso no espaço europeu e este valor é 10 vezes superior ao registado relativamente ao ano de 1970.
 
Portugal, um dos países que, desde o seu início, lidera e participa no estudo da iniciativa de vigilância nutricional infantil da OMS-Europa, o “COSI - Childhood Obesity Surveillance Initiative”, apresenta-se como um dos cinco países da região Europeia com maior prevalência de obesidade infantil. A par com a Grécia, Itália e Espanha, mais de 30% das crianças portuguesas entre os 7 e os 9 anos de idade apresenta excesso de peso nas quais cerca de 13% apresenta obesidade.
 
Embora não estejam claramente estabelecidas as consequências diretas da obesidade na saúde das crianças, sabe-se que a obesidade é um fator de risco para diversas doenças crónicas não transmissíveis, tais como a diabetes tipo II, hipertensão arterial, dislipidemia, apneia do sono, patologias ortopédicas, certos tipos de cancro e problemas do foro psicossocial, incluindo discriminação, isolamento social e baixa autoestima.